sábado, 21 de junho de 2014

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE o Espirito Santo

De Joshua Soares, pesquisador, obreiro e evangelista da Associação Norte Catarinense da IASD
Professor Demóstenes Neves da Silva - da Faculdade IAENE .
Indaial 21 de junho de 2014, texto pesquisado sobre o ano de 2000 ou seja, sabemos muito bem que esses ventos viriam com mais poder para tentar destruir aqueles pequeninos do rebanho de Deus que por incrivel que pareça muitos que seguiram a Filosofia de que a IASD esta corrumpida, que o Espirito Santos não é Deus e que Jesus tambem não é Deus infelizmente hoje esses não estão em igreja nem uma e suas vidas esta cada vez mais atolado na lama do pecado.
Espero poder contribuir um pouco com a ajuda de Deus e obvio e do poder do Espirito Santos que pra mim e um Deus todo poderoso e Criador dos Céus e da terra.
 
 
1. Por que a doutrina da Trindade e do Espírito Santo são progressivas na Bíblia e na história da IASD?
      1) A luz de Deus é progressiva (Provérbios 4:18). A doutrina do Espírito Santo, como revelada nas Escritura, não foi entendida amplamente no Antigo Testamento (a partir daqui AT). Mesmo a compreensão de quem seria o Messias e Sua obra não seria plenamente obtida antes do advento do Novo Testamento (a partir daqui NT). Como muitas outras verdades, o entendimento acerca do Espírito Santo ainda era parcial. 
     2) Na Igreja Adventista do Sétimo dia (IASD) a doutrina estabeleceu-se como uma luz progressiva. Não é para ignorar esse fenômeno pois o mesmo ocorreu com a doutrina do Sábado, Reforma de Saúde, Dízimo, Santuário, Dom Profético e até mesmo a compreensão mais completa da Justificação pela Fé.[1]
     3) Vários dos pioneiros eram originários da Conexão Cristã, uma denominação evangélica norte-americana, que mantinha pontos de vista doutrinários equivocados sobre a Trindade e, consequentemente sobre o Espírito Santo. Numa atmosfera de encontro de  tantas novas idéias somente o tempo e o amadurecimento da igreja poderiam operar mudanças sem colocar em risco, pelas disputas doutrinárias, a unidade da igreja nascente.[2]
      4) A IASD, conforme declara o seu Manual, reconhece a divindade e a personalidade do Espírito Santo.[3] O consenso doutrinário tornou-se suficientemente claro para um posicionamento já por volta de 1900 e foi publicada claramente na formulação de crenças em 1931.[4]
25. Então toda essa guerra contra a doutrina da Trindade nasce de influência que vem de fora da Bíblia e que é pagã?
     Isso mesmo. Conforme apresentado até aqui, a Trindade é uma doutrina peculiar do cristianismo. Ela difere das contrafações que possam ser encontradas no paganismo religioso ou filosófico. É inevitável o confronto com passagens que explicitamente declaram:
1) a divindade de Jesus e[5] Além disso, suas qualidades divinas de ter vida em Si mesmo, perdoar pecados, ser adorado,[6] ter Seu nome substituindo o nome de Jeová nas passagens citadas do AT no NT entre outras, são apenas algumas áreas que conferem a Jesus prerrogativas e atributos que somente pertencem a Deus, o Pai.
2) Um fato complicador adicional que contraria o unitarismo radical russelita (relativo às Testemunhas de Jeová),[7] que assemelha-se ao muçulmano,[8] que também não crê na Trindade, é que tais atributos e prerrogativas divinas também são conferidos ao Espírito Santo em dezenas de passagens. Ou seja, embora a Bíblia fale de um só Deus, declara ao mesmo tempo que esse Deus apresenta-se como Pai, e Filho e Espírito Santo. Não no sentido de modalidades de uma mesma pessoa que ora aparece como Pai, depois como Filho e algumas vezes como Espírito Santo. Esse pensamento não suporta o peso do ensino bíblico que apresenta as três pessoas de forma distinta, separados, interagindo simultaneamente de forma pessoal e mencionados como Deus.
      A igreja, aceitou o testemunho das Escrituras de um só Deus em três pessoas distintas que se manifestam de forma cada vez mais clara à medida que a luz da verdade progride do Antigo para o Novo Testamento.
 
25. Há passagens bíblicas que demonstram a divindade das três pessoas da Trindade?
Sim, muitas. Citaremos apenas algumas, em três etapas.
1) A Bíblia afirma EXPLÍCITAMENTE A DIVINDADE DOS TRÊS:
1.  Deus Pai é Deus (cf. Jo 20:17; Ef  4:6, etc.),
2.  o Filho é Deus (cf. Jo 1:1; At 20:28; Rm 9:5; Cl 2:9; Hb 1:8; 2 Pe 1:1, etc.)
3.  o Espírito Santo é Deus (cf. At 5:3 e 4).
 
 
Se Ele é Deus, então, não é nenhum anjo e nem uma energia.
 
2) A Bíblia diz que as três pessoas têm os mesmos ATRIBUTOS DIVINOS:
                          Deus Pai                        Deus Filho                Deus Espírito Santo
1. Eternidade:    Is. 40:28; 1 Tm 1:17;     Is 9:6; Mq 5:2;           Hb 9:14
                          Sl 90:2                          Ap 1:8 e 17; 22:13
2. Onipotência:  Gn 28:3; Sl 91:1            Mt 28:18; Cl 2:9;      Is 11:2; Mq 3:8;
                                                                Ap 1:8                      Lc 1:35; 4:14; At 1:8
3. Onipresença:  Sl 139:5,8-12; Pv 15:3   Mt 18:20; 28:20       Sl 139:7
4. Onisciência:    Sl 139:1-4, 23-24;         Mt 9:4; Jo 2:25         Is 40: 13 e 14;
                                 33:13;                                                      I Co 2:10-11
5.Criador: Gn 1:1; Is 42:5; At 17:24       Jo 1:1-3; Hb 1:2 e 10  Gn 1:2; Jó 33:4;
                                                                                             Sl 104:30; Ez 37:9 e 14
                                                                                                                             
6. Doador de vida:Gn 2:7                        Jo 14:6                   Jó 33:4; Ez 37:9 e 14
7. Recriador:         Is 65:17                      2 Co 5:17               Jo 3:5 e 6
8. E YAVEW O (eterno) IS. 40:28        Is 45:18 e  Jo 1:1-3   Sl 95:7 (começando
                                                              Sl 102:22 e 25 e      com “Hoje, se ouvir-
                                                              Hb 1:10-12              des...) até v. 11.


                                                                                              Compare com Hb 3:
                                                                                7-11, onde é dito que
                                           foi o Espírito Santo quem proferiu estas palavras




* Demóstenes Neves da Silva é professor da Faculdade de Teologia no SALT-IAENE. O presente material é uma adaptação de artigo publicado em uma das Revistas Teológicas do SALT/IAENE.
[1] Victor Casali, Historia de las doctrinas adventistas (Entre Rios, Argentina: Universidade Adventista del Plata, 1991), 130-139.
[2] Ibid.
[3] Manual da igreja adventista do sétimo dia (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2000), 11.
[4] Casali, 136.
[5] Is 9:6; Jo 1:1-3; 20:28; Cl 2:9 entre outros.
[6] Adoração prestada a Jesus: Mt 2:2, 8, 11; 8:2; 15:25; 28:9, 17 (compare com a declaração de Mt 4:9, 10); Lc 24:52; Fl 2:9-11, entre outras.
[7] Referente a Charles T. Russel, fundador das Testemunhas de Jeová.
[8] Apesar de seu unitarismo radical o próprio Alcorão repete o pensamento herdado do judaísmo referindo-se a Deus no plural. Erickson, 167, 168. Além disso é o mesmo Alcorão que declara de forma enfática que tanto o AT como o NT foram dados por Alá. Surata II, 87, 113, 121; III, 3, 4. Também, embora negando a Trindade, o Alcorão combate um conceito desta que é diferente da encontrada na Bíblia., ou seja, semelhante ao triteísmo ou às tríades pagãs: “São blasfemos aqueles que dizem: Trindade! Porquanto não existe deus algum além do Deus Único.” (Surata V, 73). Esta afirmação pode, sem problemas, ser também compartilhada pelos trinitarianos. Mesmo porque, a doutrina da Trindade, na acepção bíblica, não admite três deuses separados, sendo dois outros “além” do Deus Pai, mas um só Deus em três pessoas, como pode ser comprovado na Bíblia. Assim, o Alcorão combate tríades, denominando-as trindades. O problema aqui ainda reside na incompreensão do verdadeiro sentido bíblico da Trindade.




9. Tem mente (são pessoas):  Rm 11:34             1 Co 2:16                 Rm 8:27
10. É Presciente                      Is 46:10                Jo 14:29                   At 1:16

Se Ele tem as qualidades de Deus o Pai e do Filho então o Espírito Santo não é uma energia e nem é um anjo criado e finito.
III – Vejamos 10 das características pessoais do Espírito Santo:
  1. Fala: 2 Sm 23:2; At 13:2; 1 Tm 4:1
  2. Ensina: Jo 14:26
  3. Guia: Rm 8:14
  4. Convence: Jo 16:8
  5. Tem mente, perscruta: Rm 8:27; 1 Co 2:10 e 11
  6. Testifica: Rm 8:16
  7. Envia para o serviço: At 13:2
  8. Intercede: Rm 8:26
  9. Pode ser entristecido: Ef 4:30
  10. Distribui dons: 1 Co 12:8 e 11.
Se Ele tem características pessoais, então, em lugar de um ser impessoal ou energia Ele é um ser pessoal como o Pai e o Filho.  
26. È possível identificar, de forma explícita, sem confundir as pessoas do Pai, Filho e Espírito Santo?
Sim, em dezenas de passagens . Tomemos um exemplo entre muitos da Bíblia retirado do evangelho de João. Nas perguntas que se seguem apresentaremos outras razões.
1) O Espírito Santo não é Jesus
a) “Rogarei ao Pai e ele vos dará OUTRO Consolador.” Jo. 14:16.
Se Jesus roga ao Pai para dar outro Consolador, então o Consolador, o Espírito Santo não é Jesus.   
2) O Espírito Santo não é o Pai
                        a) “ele [o Pai] VOS DARÁ outro...” Jo. 14:16
                        b) “o Pai ENVIARÁ...” Jo. 14:26
                        c) “enviarei DA PARTE do Pai” Jo. 15:26
                        d) “que DELE [do Pai] PROCEDE...” Jo. 15:26
Se o Pai vai dar outro (como foi Ele quem deu o primeiro Consolador); se é Ele quem vai enviar, pois vem da parte dele e dele procede, então o Consolador também não é o Pai. 
Jesus vai para o Pai, fica com o Pai, e o Espírito Santo vem enviado por ambos, após Jesus chegar no céu. (João 14:26, 15:26; 16:7, 8 e 10)  
3) O Pai não ficou satisfeito em entregar Seu Filho (a segunda pessoa da Divindade) na cruz, Ele enviou a terceira Pessoa, o Espírito Santo para estar conosco para sempre. Jesus estava falando sério ao dizer que não nos deixaria sozinhos, Ele está conosco através de outro Consolador como Ele era Consolador, e o segundo Consolador é o Espírito Santo o qual vem do Pai que o envia. Portanto três pessoas separadas: o Pai; o Filho e o Espírito Santo.   

27. Há outro episódio que demonstra o Espírito Santo como outra pessoa?

      Vários, citaremos mais um. 
      1) O livro de Atos declara que o Espírito Santo existe individualmente (At 19:2) e opera (v.6). O verbo usado para “existir” (v. 2) é o verbo ser (gr. estin). [1] 
      2) A Bíblia deixa claro que o que aqueles discípulos não sabiam sobre Deus era a existência do Espírito Santo.
      3) Evidentemente não tinham dúvidas sobre a existência de Deus o Pai; o Messias e os anjos, que faziam parte da tradição teológica judaica e com a qual os primeiros cristãos estavam familiarizados mas, como disseram, “nem mesmo ouvimos que existe o Espírito Santo.” O Espírito era, para eles, um novo personagem que, como já vimos e  veremos adiante um pouco mais, a Bíblia confere atributos (qualidades inerentes) e prerrogativas (direitos) que só pertencem a Deus e, assim, não se pode chegar a outra conclusão a não ser sua divindade na Trindade. 
28. A doutrina da Trindade se baseia no texto interpolado de I João 5:7-8?
     De forma alguma.  
     1) A Trindade é negada por alguns desinformados alegando-se a fragilidade do texto de 1Jo 5:7-8, cuja porção interpolada, como encontrada na Vulgata antiga, só possui registro em manuscritos a partir do século XVI.[2]


[1] Todas as referências ao grego do Novo Testamento sem indicação da página, por motivos práticos, seguem a localização dos verbetes em grego e são do The Analytical Greek Lexicon of the New Testament (Grand Rapids, MI: Zondervan Publishing House, 1977).
[2] Erickson, 98.


segunda-feira, 9 de junho de 2014

A onde está a guerra entre o Bem e o Mal?

Será que a grande guerra esta em um lugar que parece ser mais não é?
Pense um pouco e reflita nestes versiculos biblicos:


Exodo 2:
11 Certo dia, sendo Moisés já adulto, foi ao lugar onde estavam os seus irmãos e descobriu como era pesado o trabalho que realizavam. Viu também um egípcio espancar um dos hebreus.
12 Correu o olhar por todos os lados e, não vendo ninguém, matou o egípcio e o escondeu na areia.
13 No dia seguinte saiu e viu dois hebreus brigando. Então perguntou ao agressor: “Por que você está espancando o seu companheiro?”
14 O homem respondeu: “Quem o nomeou líder e juiz sobre nós? Quer matar-me como matou o egípcio?” Moisés teve medo e pensou: “Com certeza tudo já foi descoberto!”

Mateus 1:
18 Foi assim o nascimento de Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, mas, antes que se unissem, achou-se grávida pelo Espírito Santo.
19 Por ser José, seu marido, um homem justo, e não querendo expô-la à desonra pública, pretendia anular o casamento secretamente.
21 Ela dará à luz um filho, e você deverá dar-lhe o nome de Jesus[3], porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.

Mateus 9:
1 Entrando Jesus num barco, atravessou o mar e foi para a sua cidade.
2 Alguns homens trouxeram-lhe um paralítico, deitado em sua maca. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: “Tenha bom ânimo, filho; os seus pecados estão perdoados”.
3 Diante disso, alguns mestres da lei disseram a si mesmos: “Este homem está blasfemando!”
4 Conhecendo Jesus seus pensamentos, disse-lhes: Por que vocês pensam maldosamente em seu coração?
5 Que é mais fácil dizer: “Os seus pecados estão perdoados”, ou: “Levante-se e ande”?
6 Mas, para que vocês saibam que o Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados” — disse ao paralítico: “Levante-se, pegue a sua maca e vá para casa”.

A onde esta a guerra? E porque nós agimos assim? Pense!

A guerra esta dentro e não fora

Pensamento da noite depois de um fim de dia:

Obrigado Senhor, pois mesmo quando estou desapercebido Tu tens me guardado, não somente a mim mais também as pessoas que amo começando pela minha família e meus amigos que estão lendo isso.
Sabes Senhor, vivemos neste mundo tão ingrato de pessoas que se dizem o (TAL) mas não são, de pessoas que na nossa frente sorrir como um cordeiro mais por dentro são como (Lobos e Serpentes), mesmo assim Senhor agradeço por eles existirem, pois se não fosse assim eu não estaria cumprindo com a ordem do Mestre: Orai pelos teus inimigos, por aqueles que te persegues, ... isso e amor. A oração intercessoria.
Eis um motivo pra oramos por tal pessoas, pois ainda assim tenho que ter Esperança que vão mudar.
Também eu preciso ser moudado segundo o coração de Deus.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

A Tribo de Dã e os 144 MIL


A Tribo de Dã e os 144 MIL
 
O REINO DA GRAÇA
A cidadania no reino de Deus é determinada, não por genealogia, mas pelo caráter: "Mas, a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no Seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus" (Jo 1:12, 13). "Se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão" (Gl 3:29). "Porque não é judeu quem o é apenas exteriormente, porém, judeu é aquele que o é interiormente" (Rm 2:28, 29).
 
Pode-se concluir, portanto, que aqueles que fizerem parte dos 144 mil do apocalipse pertencerão a essas "tribos espirituais" (Ver Ap 7:4-8). Cada tribo de Israel teve sua experiência pessoal, e representa o caráter dos filhos de Deus. Essa divisão tribal continuará no estado redimido, no reino da glória.
 
É de máxima importância perceber que as características das doze tribos se delineiam nas Escrituras em dois lugares: O primeiro em Gênesis 49, onde Jacó, sob a influência do Espírito de Deus, disse aos filhos os seus traços de caráter; e o segundo em Deuteronômio 33, onde Moisés, sob a mesma inspiração, revelou as características das tribos. O estudo dessas qualidades tribais nos permite analisar,  com certa precisão, o caráter dos antigos membros do reino bem como o dos atuais do reino da graça e, por consequência,  o caráter dos redimidos do reino da glória.
 
A AUSÊNCIA DA TRIBO DE DÃ
Numa leitura minuciosa em Apocalipse 7:4-8, percebe-se algo interessante, existe  entre os filhos de Jacó uma ausência, uma das tribos não é mencionada, e essa é a tribo de Dã. Efraim está presente sob o nome de José, seu pai. Mas o que será que ocorreu de tão terrível que deixou Dã e toda a sua comunidade fora do "selamento do Deus vivo?"
 
A história bíblica registra em Levítico 24:11 que a primeira mulher que blasfemou o nome de Deus era da tribo de Dã. Os danitas foram os primeiros  a levantar para si um imagem de escultura, conforme indica Juízes 18:30. Outrossim, a comunidade de Dã foi a primeira a fazer dois bois para o serviço de adoração (1Rs 12:28-30). Mas, por que Dã não aparece entre os 144 mil selados em Apocalipse 7:4-8?
 
O MAIOR PECADO DE DÃ
Disse Jacó: "Dã julgará o seu povo, como uma das tribos de Israel" (Gn 49:16). Nesta declaração inspirada vê-se a outorga de um valioso dom: a habilitação para ser Juiz. "Isso exige uma penetrante visão da natureza humana, uma exata percepção do direito e do erro, são juízo, um caráter decidido. Dã sobressai, perspicaz, varonil, alerta, judicioso."¹
 
A Dã foi dada a percepção para discernir entre o bem e o mal, mas  invés de usar esse dom para ajudar os demais, pelo contrário, fez uso dele para denegrir e espalhar a maledicência. Diz a Bíblia: "Dã será serpente junto ao caminho, uma víbora junto à vereda, que morde os talões do cavalo, e faz cair o seu cavaleiro por detrás" (Gn 49:17).
 
A imagem usada neste texto é muito forte, traiçoeira e nos conduz à pessoa maledicente:  o boateiro, o explorador de escândalos, o crítico contumaz, o murmurador. "Sabe-se que essa tentação de criticar e achar defeitos vem mais fortemente aos homens e às mulheres de vistas penetrantes e animados de desígnios elevados! Não é o simples, dorminhoco papa-sermões, que mais experimenta: é o discípulo alerta, de mais fina sensibilidade, e desejo de progresso, a quem sobrevém mais intensamente a tentação de criticar."²
 
É importante afirmar que essa tendência e essa tentação, como de outras faltas e boas qualidades, todas as tribos compartilham. Porém, a marca característica de cada tribo é aquela que obviamente nela prevalece. E em Dã, é o julgamento degenerado para a crítica. "Ao que às ocultas calunia o próximo, a esse destruirei; o que tem olhar altivo e coração soberbo, não o suportarei" (Sl 101:5. Aqueles que mordem por trás serão destruídos! Não estarão no Monte de Sião.
 
É de péssima lembrança o fato de que Dã veio a ser famosa em Israel como tribo idólatra (Am 8:14). Em Laís, longe de sua pátria, na época da divisão de Israel (Jz 18), que os danitas adquiriram pelas forças de suas armas, dando-lhe o nome de “Dã”, instalaram ali suas imagens de fundição e de escultura, atraíram as tribos vizinhas para adorar com eles.
 
O termo idólatra é formado por dois radicais gregos: eidolon (corpo; ídolo) e latreia (adoração). Esse vocábulo refere-se à adoração ou veneração aos ídolos ou imagens, quando usado em seu sentido primário. Porém, em um propósito mais amplo, pode indicar a adoração a qualquer objeto, pessoa, instituição, ambição, etc., que tome o lugar de Deus, ou que Lhe diminua a honra que, de direito, Lhe pertence.
 
A idolatria é má porque seus devotos, em vez de depositarem sua confiança em Deus, depositam-na em algum objeto, de onde não pode provir o bem desejado, e, em vez de se submeterem ao Criador, em algum sentido submetem-se a valores representados por aquela imagem. Pode-se fazer da auto-glorificação, um ídolo, como também das honrarias, do dinheiro, das altas posições sociais. E o pior: pode-se criar uma versão teísta de organização eclesiástica (Ver Jr 7:4).
 
Em síntese, pode-se afirmar que idolatria é o culto das qualidades humanas, processo pelo qual o indivíduo adora a si mesmo, convertendo-se na nascente da crítica. As características dos 144 mil estão no Salmo 15, e que Tiago chama de “varão perfeito” o seu possuidor (Tg 3:2). “O falar mal é uma dupla maldição, caindo mais pesadamente sobre quem fala do que sobre quem ouve. Aquele que espalha a semente da discórdia, ceifa em sua própria alma os frutos mortais. Quão miserável é o mexeriqueiro, o que suspeita mal! É uma criatura alheia à verdadeira felicidade.”³
 
A PROVA SUPREMA
Reportando-se ao clímax da tribo de Dã, o erudito pastor Arthur W. Spalding assim se exprimiu: “Deus lidou com Dã da mesma maneira que fazia com todas as outras tribos, buscando sempre desviá-la de seu mal para a verdadeira missão que lhe cabia em Israel, até que chegou o tempo em que a prova suprema foi dada a todas as tribos, na pessoa de seus futuros cabeças, os doze apóstolos.
 
“E aí estava o líder da tribo de Dã, arguto, alerta, melhor preparado que a maioria de seus companheiros. Podia ver facilmente os defeitos de seus irmãos, e assim fazia. Pedro era demasiadamente impetuoso; João, primeiro era excessivamente apaixonado, e depois muito manso; Tomé era cheio de caprichos; Mateus, muito avarento; Tiago demasiado tardio, e Filipe por demais falto de senso prático. Nenhum que não tivesse faltas terríveis, senão ele, Judas Iscariotes. Suas qualidades o elevavam acima do rebanho comum; ele merecia ser o primeiro do reino. Bastaria que se pusessem em prática seus métodos, e o reino seria conquistado bem mais prontamente.
 
“E tão convencido ficou ele de seu próprio mérito, tão cultuador de dinheiro,posição e poder, que planejou contra o próprio Senhor Jesus. Formou uma conspiração para trair seu Senhor, raciocinando que, levado a uma perigosa situação, Jesus nunca permitiria que O aprisionassem, mas revelaria Seu poder divino e proclamar-Se-ia rei; e então, com a revelação da parte de Judas em provocar aquela crise, seguir-se-ia a recompensa.
 
“Sabeis o que lhe aconteceu. O traidor viu seu Senhor ser condenado à morte; viu seus condiscípulos desgarrados, dispersos, em desespero; viu seus próprios planos caírem por terra. Então foi e se enforcou.
 
“Não foi ele a verdadeira cabeça da tribo de Dã? Com ele pereceu a derradeira esperança de salvação de Dã. Não que os descendentes carnais dessa tribo não pudessem se salvar, mas na ressurreição hão de pertencer a outra tribo. Porque Dã, ao contrário dos demais, foi vencido em lugar de vencedor, e será para sempre apagado.” 4
 
TANTOS DEUSES, E NENHUMA ESPERANÇA
O caráter do cidadão do reino da graça está sendo forjado num tempo no qual o culto à criatura ocupa o lugar do culto ao Criador, chamado de paganismo tecnológico. De acordo com o pensador francês Edgar Morin, Hollywood, no mundo atual, substitui o antigo Olimpo, onde os gregos acreditavam ser a habitação dos seus deuses.
 
Este novo paganismo que interfere na relação entre Deus e o ser humano, somado à descrença na promessa bíblica da vida eterna, no Céu, produz, na sociedade moderna, a valorização do o aqui e o agora; em detrimento à bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus (Tt 2:13). Os deuses do presente século podem trazer boas sensações, mas não são capazes de conceder a recompensa prometida pelo verdadeiro Deus. “Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1Jo 2:17).
 
MALEDICÊNCIA: COMIDA FINA
“As palavras do maldizente são comida fina, que desce para o mais interior do ventre” (Pv26:22). A maledicência visa diminuir a imagem da outra pessoa e chamar atenção para si. Assim fez a serpente com Adão e Eva no jardim do Éden, maldizendo o Senhor e colocando dúvida nas Suas palavras, diminuía a imagem de Deus perante eles (Gn 3:1, 4, 5).
 
A maledicência é um pecado tão saboroso, tão irresistível, que veio a nomear o primeiro pecador: surgido no céu, atuante na terra e destinado ao “lago de fogo”. Satanás é denominado o caluniador, o difamador, o maledicente (Ap 12:10). Percebe-se que o ser mais vil do universo tem seu prato predileto, sua “comida fina”: a calúnia, a maledicência.
 
O CAMINHO PARA A EXCELÊNCIA
“Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Pv 4:18). A promessa de Deus para o cidadão do reino da graça é iluminar sua vida até que se torne como o sol em seu zênite, ou seja, sua vereda é um caminho para a excelência. Ao nos resgatar, Deus inicia um processo de transformação cujo modelo é Cristo Jesus.
 
Entender como Deus trabalha nossa redenção, pode ser a diferença entre alcançar a “estatura de varão perfeito” (Ef 4:13), ou abortar o processo de  crescimento por achar que Deus não está sendo efetivo conosco. A decisão pela excelência é instantânea, mas a consumação dela é fruto de toda a nossa existência (Fp 3:12-14).
 
O Sol do meio-dia não é aceso com o clicar de um botão, mas o dia vai clareando gradativa e lentamente até que o brilho dele alcance todo o seu resplendor. Deixe Deus operar, com constância, em sua vida. Procure não perder terrenos já conquistados. Permaneça em direção ao  alvo, pois Ele é fiel para terminar a boa obra que começou em sua vida.
 
 
Pastor Vagner Alves Ferreira
Jubilado – Associação Norte Paranaense/IASD
 
 
Referências
1. Arthur W. Spalding, Irmãos do Rei, p. 45.
2. Ibid., p. 47
3. Ellen G. White, Testimonies, vol. 5, 167 – 170.
4. Arthur W. Spalding, Irmãos do Rei, p. 49, 50.
 
 

Sou eu um membro da Tribo de Dã?



Ilustração: Explicação sobre os 144 mil.

Introdução: Apocalipse 7:4

No registro das tribos encontradas em apocalipse 7, a última vez em que se menciona as 12 tribos na Bíblia, o relato fala dos 144.000, um grupo especial, que venceram todas as suas batalhas, são irrepreensíveis, derrotaram satanás e seus anjos.

Apocalipse 7:9
Características das Tribos:Havia entre o grupo dos 144.000, representantes de todas as tribos de Israel. Aí encontramos:
• Ruben tendo vencido todas as suas fraquezas,
• Simeão e Levi neste tempo já estão com a vida transformada.
• Judá estava reconciliado com seus irmãos.
• Issacar e Zebulon estão em seus lugares.
• Quando chamados ali respondem Gade, Aser, Naftalí juntamente com manasses e Benjamim.

Comentário: Todos têm uma historia, de lutas e vitórias, fracassos e sucessos, mas enfim, pelo sangue de Jesus venceram estes os que lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro.

Ausência da Tribo de Dã
Ao fazermos uma leitura mais detalhada, percebemos algo interessante, existe entre os filhos de Jacó, uma ausência, uma das tribos não é mencionada em apocalipse, e esta é a tribo de Dã.

Relato Histórico da Tribo de DãEm Gênesis 49, Jacó chama seus filhos e dá a eles as ultimas orientações, ali encontramos a tribo de Dã. O profeta Ezequiel no capítulo 48 ao relatar as terras que cada tribo recebeu menciona Dã recebendo sua porção.

Mas entre o tempo de Ezequiel e o tempo em que João, algo aconteceu fazendo com que Dã excedesse em impiedade os demais irmãos, as demais tribos, a ponto de ser excluído de seus irmãos e excluído da herança eterna.

Perguntas para ConsiderarMas o que será que ocorreu de tão terrível que deixou Dã e seus membros fora do Céu? O que será que eles fizeram de tão abominável aos olhos de Deus que os deixou fora do lar celestial?

EXPLICANDO:

Gen. 49:1 e 2

• Jacó chama seus filhos,
• Dá a cada um deles uma benção e lhes faz saber algumas coisas que ocorreriam no futuro
• Tentar preveni-los de errarem.
• Começa com Ruben, Ruben meu filho você..., Simeão..., Leví..., Até chegar no V. 16 em Dã. Dã será a tribo que julgará seu povo.

Grande Elogio foi dado a Dã!
Ter a capacidade de fazer juízo, ser aquele que deveria julgar. Que valioso dom, pois é preciso muita capacidade para ser juiz. Isto exige uma penetrante visão da natureza humana com toda sua complexidade, exige uma exata percepção do certo e do errado, é necessário juízo equilibrado.

Nenhum Rubem poderia entrar aí, nenhum apaixonado Simeão, nenhum tardio Issacar. Dã sobressai a todos eles, perspicaz, varonil, alerta.

Dã deveria ter se tornado um colaborador de seus irmãos, deveria ser uma poderosa força para o bem em Israel.

O Problema da Tribo de Dã.Virtude ou problema? Gen. 49: 17

Comentário: Faça em sua mente o seguinte quadro: uma pessoa em seu cavalo passando por um caminho envolvido de arbustos, no meio destes arbustos está uma serpente à espreita, só esperando o cavalo passar, então salta, morde o calcanhar do cavalo, fazendo-o empinar e atirando o cavaleiro para trás ferindo-o profundamente, talvez até matando.

O grande problema de Dã, foi não ter seguido o plano de Deus, e desviado de Sua vontade.

Por que ficaram fora do Céu?
1. Falso testemunho.
2. Mordiam por trás querendo aparentemente ajudar.
3. Levantavam boatos, falavam sem ter certeza, se o fato era ou não verdade.

É o terrível pecado do mexerico, da calúnia, da difamação.

Fico a pensar:
Será que eu não faço parte da tribo de Dã?
Será que não estou envolvido em alguns destes erros?


GERALMENTE:
• O irmão Danita não tem a real noção de quem é, e dos inúmeros erros que tem.
• Não conseguimos fazer uma análise de nós mesmos e perceber que temos maiores erros.

Mateus 7:3-5.

Argueiro é um pequeno cisco, trave é um grande pedaço de madeira.

O IRMÃO E A IRMÃ DANITA, AO JULGAR OS OUTROS:
• Aumentam seus defeitos • Diminuem suas virtudes.
• Comigo tudo bem, com os outros tudo mau. Isto não é nada mais nada menos que orgulho próprio em dose concentrada.

Ex: FARISEU X PUBLICANOFariseu: graças a Deus porque não sou como os demais membros da minha igreja, graças a Deus que não tenho os pecados do irmão A, B, ou C têm. Graças a Deus, pois sou melhor que eles. Em outras palavras: comigo tudo bem com eles tudo terrível.

Este tipo de cristão que faz parte dos Danitas, ao agir desta forma se coloca totalmente fora do alcance da possibilidade de arrependimento e obstrui o trabalho do Espírito Santo, pois o Espírito Santo não trabalha em corações de homens e mulheres mordazes. E quão terrível é alguém não ter em sua vida o Espírito Santo.

A Grande tragédia dos discípulos de DãA grande tragédia é que o irmão Dã vai se perder, mas o pior é que não vai sozinho, pois levará outros a se perderem por sua influencia maléfica. É por isso irmãos que Deus é tão severo e não tolera este pecado.

I Cor. 6:9 e 10, A Bíblia é clara sem mais palavras.

O QUE É UM MALDIZENTE?
É um boateiro, pessoa de língua solta. É aquele que na frente sorri, mas nas costas fala mal a nosso respeito. Paulo o coloca entre os principais pecados e diz que nenhum que esteja nele envolvido herdará o céu! Maldizente é o explorador de escândalos.

Em Descompasso com a Multidão

Meditações Diárias 2014 – 4 de junho – Ligado na Videira


O rei Nabucodonosor fez uma imagem de ouro [...]Qualquer que se não prostrar e não a adorar será, no mesmo instante, lançado na fornalha de fogo ardente. Daniel 3:1, 6
A estátua de ouro, no capítulo três de Daniel, segue a história do sonho do rei Nabucodonosor, no capítulo anterior. Você se lembra do sonho sobre a grande estátua e da interpretação divina de que Babilônia seria apenas a cabeça de ouro? O capítulo dois do livro termina com Nabucodonosor reconhecendo que o Deus de Daniel é o “Senhor dos reis, e o revelador de mistérios” (Dn 2:47). No terceiro capítulo, o ambiente é outro. Segundo alguns, dezoito anos haviam se passado. Outros pensam que haviam transcorrido de cinco a seis anos. O que fica claro é que a impressão anterior de Deus havia se desvanecido da consciência do rei. Permanecera apenas a perturbadora memória da natureza temporária de seu reino.
A interpretação divina do sonho assegurava que Babilônia era apenas a cabeça de ouro, sucedida por outros reinos, simbolizados por outros metais inferiores. A imagem erguida na planície de Dura, contudo, era toda de ouro, da cabeça aos pés, indicando a rebelião de Nabucodonosor contra o decreto do Altíssimo. O rei estava determinado a fazer seu império durar para sempre. Que extraordinária representação da natureza humana, que facilmente se esquece das impressões feitas por Deus! A aceitação da verdade divina hoje não garante que amanhã não voltemos às antigas atitudes.
A ordem do rei era clara: todos deveriam se ajoelhar ao som da música.
A fornalha ardente era visível à multidão reunida na planície como instrumento de intimidação. Apocalipse 13:11-18 usa os elementos de Daniel 3 para ilustrar um teste universal sobre a questão da lealdade no clímax da história. Novamente “Igreja e Estado” se unirão para forçar o culto idólatra: a adoração da besta e de sua imagem. Na planície de Dura, todos se ajoelharam. Todos menos três hebreus, que permaneceram de pé. Vivemos na época do comportamento globalizado e da conformidade universal. Costuma-se fazer o que todos fazem e pensar como todos pensam. Esse é o poderoso instrumento de Babilônia, tanto antiga quanto moderna. Aproxima-se o tempo quando o Senhor espera que novamente Seus seguidores desafiem as forças do engano que estarão unidas em desafio a Deus. Três homens não se curvaram, não se dobraram nem se deixaram intimidar. Eles também não se queimaram! (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Cristianismo Moderado? – Meditações Diárias 2014 – 5 de junho – Ligado na Videira
Assim também vós, depois de haverdes feito quanto vos foi ordenado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos apenas o que devíamos fazer. Lucas 17:10
Moderação em termos de crescimento espiritual não é virtude cristã. Foi a filosofia grega que supervalorizou os méritos da “moderação”, não o cristianismo. Conforme o teólogo escocês Peter Taylor Forsyth observou: “Não há excesso em amar a Deus. Não há excesso em crer nEle. Não há excesso na santidade. Verdadeira fé nEle é sempre imoderada e absoluta.” Isso significa que não há limites para nosso compromisso e dedicação a Jesus Cristo. Estaremos sempre aquém em amá-Lo, conhecê-Lo, crer nEle e servi-Lo. Sempre aquém, ainda, em nossa resposta ao Seu convite à santidade. Em outras palavras, haverá sempre “muita terra para ser conquistada”.
O erro perfeccionista não é ser radical, mas não ser radical o bastante, e contentar-se com muito pouco. Perfeccionistas, por causa de sua compreensão superficial de pecado, facilmente se sentem “triunfantes e vitoriosos”. Cometem o engano de se julgarem espiritualmente superiores, vítimas da síndrome do “já alcancei”. Concluem que, em algum momento, alcançarão um estágio de impecaminosidade absoluta e serão tão santos que não mais precisarão de Cristo. O perigo dessa atitude é que aqueles infectados por ela tornam-se inconscientes da malignidade do mal radicado dentro deles.
Entender que não há limite para nossa consagração a Ele abre espaço para a humildade e a despretensão. A consciência da graça ajuda-nos a entender que não merecemos nenhum tratamento especial. Continuamos “servos inúteis”. Isso também nos ajuda a ver que, quando julgamos estar alcançando o alvo, este se projeta para mais distante. Assim, o avanço deve ser permanente, sem nenhuma bandeira de chegada para ser agitada. Como Ellen White indica, o eco da voz divina chega a nós dizendo “mais alto”. Qual deve ser nossa resposta? “Mais alto ainda, Senhor.” Tal atitude torna difícil cairmos na armadilha do “cristianismo moderado”, que se satisfaz com muito pouco.
Observe: o alvo do crescimento cristão não é determinado por qualquer agenda perfeccionista, com motivações falsas. Foi Jesus quem estabeleceu o cenário para a resposta cristã radical, que nos convida a tomar a cruz e morrer diariamente. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Escolhas – Meditações Diárias 2014 – 6 de junho – Ligado na Videira
Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência. Deuteronômio 30:19
Todos nós reconhecemos o valor e a importância das escolhas. O que esquecemos, em geral, é o fato de que as pequenas escolhas condicionam as grandes. Além disso, a sequência das escolhas determina a direção da vida.
Se você deseja ir para o norte, não se chega lá fazendo escolhas na direção do sul, seguindo precisamente para o sentido oposto. Essa verdade é muito simples, mas crucial. Muitos julgam que chegarão a determinado propósito, seja ele a felicidade no casamento, a realização profissional, um curso de estudos, uma vida saudável ou o objetivo maior de todo verdadeiro cristão, a vida eterna, simplesmente por “desejarem” chegar lá. Porém, o desejo não se realiza independentemente de nossas decisões diárias e da direção adotada.
Medite na realidade do seguinte texto: “Podem-se tomar num momento decisões que determinem a condição de uma pessoa para sempre. [...] Por um ato momentâneo da vontade podeis colocar-vos no poder de Satanás; será preciso, porém, mais que um momentâneo ato da vontade para quebrar-lhe as cadeias e atingir uma vida mais alta e santa. Pode-se formar o desígnio, começar a obra, mas sua realização requererá labuta, tempo e perseverança, paciência e sacrifício. O homem que se afasta de Deus deliberadamente em plena luz verificará, quando desejar voltar, que cresceram cardos e espinhos na senda a palmilhar e ele não precisa se surpreender nem desanimar se é compelido a caminhar longamente com os pés dilacerados e a sangrar” (Ellen G. White, Minha Consagração Hoje, p. 322).
Tenho observado com frequência a realidade do que aí está dito. Ao longo da vida, tenho visto pessoas que por uma única escolha definiram uma direção e, no caminho, os obstáculos se avolumaram, fazendo do percurso de volta um trajeto de elevado custo pessoal. “Voltar é muito difícil”, dizia-me um amigo, depois de muitos anos de afastamento de Deus. Tenho ouvido outros dizerem: “Esta não era minha intenção. Nunca planejei chegar a este ponto.” O problema é que não são as intenções, mas as escolhas que determinam os resultados. As escolhas, em geral, seguem as mesmas leis da agricultura: (1) colhemos o que plantamos; (2) colhemos num outro tempo; (3) colhemos muito mais do que semeamos.

A Arrogância Precede a Ruína

Meditações Diárias 2014 – 2 de junho – Ligado na Videira


Porém o rei Ezequias e Isaías, o profeta, filho de Amoz, oraram [...] e clamaram ao céu. 2 Crônicas 32:20
Senaqueribe não tinha qualquer dúvida de sua vitória. Em tom arrogante, Ele mandava recados por seus oficiais: “Nenhum deus de nação alguma, nem de reino algum pôde livrar o seu povo, [...] quanto menos vos poderá livrar o vosso Deus” (2Cr 32:15). Em sua carta, afirmava: “Assim como os deuses das nações, [...] também o Deus de Ezequias não livrará o seu povo das minhas mãos” (v. 17). Porém, Ezequias, o grande reformador, sabia que “há Alguém maior” (v. 7), muito superior a Senaqueribe. O “Golias” assírio não estava enfrentando um hebreu qualquer. “Com ele está o braço de carne, mas conosco, o Senhor, nosso Deus” (v. 8).
Cego pela arrogância, Senaqueribe e seus generais desconheciam os infinitos recursos do Deus de Judá. Eles haviam destruído os impotentes deuses das outras nações, mas aqueles eram meros ídolos. Mesmo a derrota de Samaria não servia de evidência, porque o reino do norte fora destruído primariamente por sua apostasia e infidelidade. Assim, as vitórias anteriores da Assíria não provavam nada. Senaqueribe agora lutava contra o Deus verdadeiro. Ezequias e Isaías subiram ao templo. Eles oraram pela intervenção divina. Nós sabemos que “a oração é a solução de todos os problemas”. Ezequias agiu como uma criança que leva seu brinquedo partido ao pai para ser consertado. Ele levou seus receios à presença dAquele que comanda o Universo.
O desfecho da história do confronto entre Senaqueribe e Ezequias é formidável. Em resposta à oração, “o Senhor enviou um anjo que destruiu todos os homens valentes, os chefes e os príncipes no arraial do rei da Assíria; e este, com o rosto coberto de vergonha, voltou para a sua terra. Tendo ele entrado na casa de seu deus, os seus próprios filhos ali o mataram à espada” (2Cr 32:21). Todo o exército da Assíria foi desbaratado por um único anjo. Senaqueribe voltou para a Assíria humilhado e, ironicamente, morreu na casa do seu deus, em vergonha.
Está você olhando ao redor e não consegue ver nenhuma solução? Não se deixe abater. Lembre-se, um único anjo liquidou o poder do inimigo. E Deus estaria disposto, se necessário, a enviar todos os anjos do Céu em seu socorro. Em Deus encontramos toda a proteção para nossas lutas. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Cartas Perante o Senhor – Meditações Diárias 2014 – 3 de junho – Ligado na Videira
Tendo Ezequias recebido a carta das mãos dos mensageiros, leu-a; então, subiu à Casa do SENHOR, estendeu-a perante o SENHOR. 2 Reis 19:14
Antes de chegar a Jerusalém, Senaqueribe havia conquistado as maiores cidades de Judá. Agora, tendo sitiado Laquis, uma das últimas fortalezas, ele envia oficiais a Jerusalém com uma devastadora mensagem para o povo: “Em que confiais? [...] Acaso não vos incita Ezequias, para morrerdes à fome e à sede, dizendo: O Senhor, nosso Deus, nos livrará das mãos do rei da Assíria?” (2Cr 32:10, 11). Ele busca uma rendição fácil.
A estratégia psicológica é perfeita. Em ameaça, Senaqueribe reconta a história. As chances, as aparências e as possibilidades estão ao seu lado. Ele tem maior exército. Sua máquina militar, além de vantagem numérica, tem mais recursos. O prestígio dos sucessos anteriores dão a ele e às suas tropas a impressão de invencibilidade. Em sua arrogância, o rei assírio relembra: “Não sabeis vós o que eu e meus pais fizemos a todos os povos das terras? Acaso, puderam, de qualquer maneira, os deuses das nações daquelas terras livrar o seu país das minha mãos?” (v. 13). Em outras palavras: “Quem é o Deus que poderá livrar vocês das minhas mãos? Olhem o que aconteceu aos outros povos!”
O texto bíblico acrescenta outro elemento ao cerco de Senaqueribe: “Senaqueribe escreveu também cartas, para blasfemar do Senhor, Deus de Israel, e para falar contra Ele, dizendo: Assim como os deuses das nações de outras terras não livraram o Seu povo das minhas mãos, assim também o Deus de Ezequias não livrará o Seu povo das minhas mãos” (2Cr 32:17). E você, já recebeu cartas do inimigo? Elas vêm de muitas formas: crises familiares, traumas em relacionamentos, o cerco de enfermidades, perda de um ente querido, falta de recursos, perda de um amor, acusações e críticas injustas.
Você já recebeu cartas dos “senaqueribes” da vida? Essas mensagens repetem em coro: “Quem é o Deus que pode livrá-lo?” A reação de Ezequias é extraordinária: “Tendo Ezequias recebido a carta das mãos dos mensageiros, leu-a; então, subiu à Casa do Senhor, estendeu-a perante o Senhor”
(2Rs 19:14). Ezequias olha para além de seu trono e do trono de Senaqueribe. Volta sua atenção para Deus, “entronizado acima dos querubins” (v. 15). Pela fé, ele entra na presença do Deus infinito, com a carta do inimigo nas mãos. Ali ele entende o tamanho minúsculo do problema diante da grandeza do Altíssimo.

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