quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Felizes são aqueles que esperam no Senhor.




MATEUS 5 – Boas notícias do reino de Deus por meio dAquele que viera para revelar e implantar esse reino. Contudo, não é para todos. Jesus diz que...
...Os humildes de espírito;
...Os que choram;
...Os mansos;
...Os insaciados;
...Os misericordiosos;
...Os limpos de coração;
...Os pacificadores;
...Os justos;
...Os perseguidos por serem cristãos...
...serão bem-aventurados (makários): felizes, alegres e cheios de paz caminhando para o Céu. 
Em contraste, os...
...Orgulhosos;
...Insensíveis;
...Nervosos;
...Cheios de si;
...Indiferentes;
...Maliciosos;
...Briguentos;
...Injustos; e,
...Perseguidores...
...nunca experimentarão os sentimentos de alegria de ser verdadeiramente cristãos.
O cristão não é e nem age igual aos que vivem sem Cristo. Enquanto aqueles que tentam brilhar por si mesmos não passam de trevas, o cristão reflete o brilho do caráter de Cristo e tempera a vida das pessoas sem Cristo (vs. 13-16). Isso é honrar a Deus segundo o terceiro mandamento (Êxodo 20:7).
Conhecendo o que diriam sobre ele tanto por judeus como por evangélicos deturpadores da lei, Jesus, bem no início de Seu ministério declarou que não era Sua missão anular ou mudar a lei; pelo contrário, quem a desprezasse não será valorizado no Céu (vs. 17-20).
A Lei e os Profetas não se referem aos Dez Mandamentos, mas ao Antigo Testamento – o que inclui os mandamentos. Aliás, Jesus não mudou nenhum dos Dez Mandamentos, nem declarou que, com o Novo Testamento, o Antigo perderia seu valor. Ignorar o Antigo Testamento implica em não aceitar “toda a Palavra que sai da boca de Deus”. Assim, não dá para ser bem-aventurado!
A seguir, Jesus aplica suas declarações:
1. Dos Dez Mandamentos Jesus cita o 6º e o 7º (vs. 21-32);
2. De Levítico (19:11-13) Jesus cita o falso juramento e as promessas feitas a Deus (vs. 33-37);
3. Da chamada Lex talionis (lei da retaliação) Jesus cita o respeito e o amor ao próximo (vs. 38-48).
Jesus é o Legislador, Ele veio mostrar como se guarda a lei e conceder poder celestial para que vivamos para glorificar ao Pai que está nos Céus. Só na companhia do Legislador, que nos salva da desobediência e incredulidade, que podemos “ser perfeitos como é perfeito o [nosso] Pai celeste” (v. 48).
“Senhor, ajuda-me fugir das religiões clandestinas! Reaviva-me pela Palavra! Renova minha visão espiritual...”– Heber Toth Armí.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Ser ou não ser um Professor ?



Em algum lugar do Brasil terei um tempo para lê esse desabafo, muito importante.

Porque essa Classe e menos favorecida?
Em todos os aspectos, verdade. Tenho acompanhado alguns profissionais ou melhor dizendo malabaristas.
Estou falando desses que passam sua maior parte do tempo em uma sala de aula (confinados), dedicando seus talentos para ensinar aos nossos filhos e em troca a maioria recebem descontentamentos de nós pais, pois queremos exigir deles dos “Malabaristas-Professores” dedicação 100% e exclusivos aos nossos filhos. Mais como isso pode acontecer? Impossível. Salas super lotadas, alunos com problemas psicológicos, emocionais e familiares; outros que se acham com direitos de exclusividades maiores do que os demais e por ai vai. A onde está o problema?
Bem, começando pela família, pois a maioria finge-se de cegos para não enxergar a realidade do ensino público e posso até dizer do privado também, pois ambos os profissionais estão sobrecarregados em todos os sentidos e ainda tem que dar conta dos alunos “hiperativos” alunos com problemas relacionados a família, psicológicos e dentre outros.
Será que alguém se preocupa com esses profissionais malabaristas? Será que o Governo Federal se preocupa com a qualidade de ensino? Não! Ninguém se preocupa com esses que são rejeitados por nós mesmos.
Veja essa situação: Um pai chega na escola e pergunta: - Tem vaga para o meu filho para quinto ano? O diretor informa: Não, está lotado. Esse homem indignado vai ao Poder Público.
Conversa com o assistente social, pega uma carta e volta a mesma escola e diz: Meu filho está matriculado nesta escola. O diretor por sua vez não tem argumento para dizer não, pois a lei e clara que nem uma criança pode ficar fora da sala de aula, “concordo com isso” porém essa criança e jogada dentro de uma lata de sardinha “todos apertadinhos” e o Mestre-Malabarista” tem que dá conta do recado cuidando de 28/35/45 e até 50 crianças-alunos.
E o Governo Federal, Estadual e Municipal dizem em suas campanhas: “O índice de crianças fora da sala de aula e mínima, estamos a cada dia cumprindo com a nossa meta” Meta? Que meta e essa? Acredito e que eles estão metendo mesmo as crianças em pequenas salas-sardinhas e a grande maioria sai com rendimento baixo na aprendizagem educacional e o culpado sabe quem é? “ O MESTRE-MALABARISTA” esses são condenados e crucificados pela sociedade hipócritas que não sabem ou faz de conta que não sabem da grande realidade em sala de aula.
Vejo professores com níveis de estresses elevadíssimo, doentes, desmotivados, com problemas familiares dentre outros. Perguntei a três professores o seguinte:
Amigos, você ganha bem para ficar confinado em uma Sala de aula-sardinha? Ele me disse: Pra ganhar bem ou melhor mais ou menos tenho que dar aula nos três turnos, e cada sala tem 35 a 40 alunos. Veja esse cálculo (CALCULANDO POR 40 ALUNOS X 4 AULAS POR periodo = 160 APENAS NO PRIMEIRO TURNO, MULTIPLICADO POR 3 TURNOS = 480 ALUNOS POR DIA, MULTIPLICANDO POR 5  dia da SEMANA = 2400 VEZES FALANDO POR SEMANA, MULTIPLICANDO POR 4 SEMANAS =  9.600 VEZES E MULTIPLICADO PELO ANO LETIVO 11 =  105.600) e ainda assim somos exigidos dos papaizinhos um ensino de qualidade e da organização ensino de qualidade. Temos que ser realmente Malabaristas na educação.
Perguntei ao segundo professor: Você reclama do seu salário? Ele me respondeu: Não, pois escolhi essa profissão que amo muito. Então está tudo tranquilo?  Ele me respondeu: Não. Não e pelo salário que eu trabalho pois sei que se paga muito pouco e sim reclamo do sistema, da organização, as super lotação em salas de aula, de crianças e jovens com problemas graves inclusive de drogas, abusos sexuais, prostituição e com isso o baixo rendimento deles em sala, reclamo dos pais que pensam que somos: Tios, avós, avós, psicólogos, mamãezinha, papaizinho e até alguns pensam que somos babas de seus filhos, isso sim me deixa indignado e com a política e governo que dizem que o número de crianças  analfabetas e baixo. Grandes enganos pois existem centenas e milhares de crianças que estão no sexto ano e não sabem escrever direito, não sabem nada de matemática e por ai vai.
O terceiro professor: E você tem algo a declara: Sim, aminha saúde está cada vez pior, tanto mentalmente como fisicamente, tenho calos na garganta de tanto falar e ainda assim sou exigido dos pais e até mesmo dos colegas de profissão, sei que muitos deles empurram com a barriga os alunos e não vem a hora de ficar livre desses, sei que tem muitos de meus  amigos que não aguentam mais, por isso eles estão abandonando o ensino e seguindo outras profissões diversas: Exemplo: Tem um que está tão feliz por varrer a rua, outro feliz por ser diarista, outros felizes por esta e um sala com ar-condicionado sendo aux. Administrativo, perguntei a todos esses: Tem vontade de voltar? Eles me falaram nunca mais.
Sabe amigos, você que está lendo essa pequena cartinha, tenho visto muitos desses profissionais sofrendo, mais o sistema os aprisionou e a cada dia existem muitos e milhares que estão abandonando essa profissão tão importante para o Brasil. A educação está escassa, tanto colégios privados como públicos, pois o mesmo professor que dá aula e um colégio público e o mesmo que dá aula em um colégio privado, não tem para onde correr.
Eles precisam de socorro, de ajuda mais infelizmente quando chegar essa ajuda será tarde demais.
Fiz uma pergunta a um ex-mestre: Se você ganhasse R$ 5.000,00 (cinco mil reais liquido) voltaria para sala de aula? Ele me respondeu, nem ganhando 10.000,00 eu voltaria. Porque? perguntei: Não e pelo dinheiro e sim pela qualidade de ensino que eu trabalho, do que me adianta ganhar tudo isso se serei mais exigido diante da sociedade e ai sim me tornarei escravo dos seus filhos, pois eles falariam com certeza:  Eu te pago bem para cuidar de meu filho e fazer o teu melhor para que meu filho seja um alguém na vida. Ficaria louco, não viveria para mim e nem para minha família. Sou livre e sou feliz com o pouco que ganho, pena que meu sonho foi destruído pela sociedade, pelo governo e por todos. Pois me dediquei 5 anos de faculdade e trabalhei apenas 10 anos e todo o meu investimento foi por terra. Brasil sem igualdade, esse e o meu Brasil.



Transformou-se o grande rei Salomão em um homossexual?

domingo, 2 de novembro de 2014


Transformou-se o grande rei Salomão em um homossexual?




“Tinha setecentas mulheres, princesas e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração. Sendo já velho, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era de todo fiel para com o Senhor, seu Deus, como fora o de Davi, seu pai. Salomão seguiu a Astarote, deusa dos sidônios, e a Milcom, abominação dos amonitas. Assim, fez Salomão o que era mau perante o Senhor e não perseverou em seguir ao Senhor, como Davi, seu pai. Nesse tempo, edificou Salomão um santuário a Camos, abominação de Moabe, sobre o monte fronteiro a Jerusalém, e a Moloque, abominação dos filhos de Amom. Assim fez para com todas as suas mulheres estrangeiras, as quais queimavam incenso e sacrificavam a seus deuses”. (I Reis 11:3-8)



O capítulo 11 de I Reis descreve como Salomão se afastou de Deus e se tornou idólatra.De acordo com a história, a distância de Deus somada à busca por preencher o vazio com prazer o levou ao que é anti-natural.Embora não encontremos detalhes sobre os cultos realizados aos deuses pagãos, é fato de que a idolatria geralmente era acompanhada de uma crua imoralidade, e esta era considerada antigamente como uma parte da religião.A história confirma a prática destes vícios anti-naturais (homossexualismo) na sociedade pagã, sociedade esta a qual Salomão fez parte.Depois de haver sido um dos maiores reis que já empunharam um cetro, Salomão tornou-se um libertino, instrumento e escravo de outros. Seu caráter, outrora nobre e viril, tornou-se debilitado e efeminado. Sua fé no Deus vivo foi suplantada por dúvidas ateístas. A incredulidade mareou sua felicidade, enfraqueceu-lhe os princípios e degradou-lhe a vida. A justiça e magnanimidade dos primórdios de seu reinado, transmudara-se em despotismo e tirania. Pobre, frágil natureza humana Pouco pode Deus fazer por homens que perdem o senso de dependência dEle.Veja como a descrição de Paulo sobre as conseqüências de quem se afasta de Deus e busca a idolatria confirma o estado de Salomão:“Eles sabem quem Deus é, mas não lhe dão a glória que ele merece e não lhe são agradecidos. Pelo contrário, os seus pensamentos se tornaram tolos, e a sua mente vazia está coberta de escuridão. Eles dizem que são sábios, mas são tolos. Em vez de adorarem ao Deus imortal, adoram ídolos que se parecem com seres humanos, ou com pássaros, ou com animais de quatro patas, ou com animais que se arrastam pelo chão. Por isso Deus entregou os seres humanos aos desejos do coração deles para fazerem coisas sujas e para terem relações vergonhosas uns com os outros. Eles trocam a verdade sobre Deus pela mentira e adoram e servem as coisas que Deus criou, em vez de adorarem e servirem o próprio Criador, que deve ser louvado para sempre. Amém! Por causa das coisas que essas pessoas fazem, Deus as entregou a paixões vergonhosas. Pois até as mulheres trocam as relações naturais pelas que são contra a natureza. E também os homens deixam as relações naturais com as mulheres e se queimam de paixão uns pelos outros. Homens têm relações vergonhosas uns com os outros e por isso recebem em si mesmos o castigo que merecem por causa dos seus erros.” (Romanos 1:21-27 NTLH)* Quando os pagãos voluntariamente se apartaram de Deus e o eliminaram de sua mente e coração, o Senhor os deixou que caminhassem em suas próprias sendas de autodestruição (Sal. 81:12; Atos 7: 42; 14:16). Isto é parte do preço de nossa liberdade moral. Se os homens insistem em seguir em seus maus caminhos, Deus permitirá que o façam retirando sua bondosa ajuda e restrição. Nesse caso são deixados para que colham os resultados de sua rebelião, sendo escravizados cada vez mais profundamente sob o poder do pecado.



*SDBAC – Comentário Bíblico

Equipe Biblia Online

domingo, 2 de novembro de 2014

Lição 6 - Fé atuante - Livro de Tiago irmão de Jesus. de 01 a 08 de novembro 2014







Sábado à tarde Ano Bíblico: Jo 10, 11

VERSO PARA MEMORIZAR:
“Assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta” (Tg 2:26).
Leituras da Semana:
Tg 2:14-26; Rm 3:27, 28; Tt 2:14; 2Co 4:2; Rm 4:1-5; Js 2:1-21
Ele era um médico bem-sucedido e ancião de uma igreja de alto nível, com centenas de membros. Era generoso nas doações para os
grandes projetos da igreja, e sua atitude encorajava outros a ser mais generosos. O médico também era um grande pregador. Quando o
pastor não estava presente, ele pregava, e todos esperavam suas mensagens, que eram profundas teologicamente, sinceras e espirituais.
Então, um dia a verdade veio à tona. A ausência do médico na igreja no sábado anterior não tinha sido porque ele estivesse de férias,
como muitos haviam pensado. Ele foi encontrado morto em seu apartamento à beira-mar, vítima de overdose de drogas.
Pior foi a revelação chocante de que em seu quarto havia dezenas de vídeos e revistas pornográficos. A igreja ficou devastada,
especialmente os jovens, que olhavam para ele como exemplo. Embora devamos deixar todo o julgamento nas mãos de Deus, as ações
do médico certamente colocam em questão a realidade de sua fé.
Que lição aprendemos no livro de Tiago? A verdade crucial, mas muitas vezes mal compreendida, de que, embora sejamos salvos pela fé,
não podemos separar fé e obras na vida do cristão.
Como está o mutirão de natal em sua igreja? Desafie as pessoas a fazer algo inesquecível em favor das pessoas necessitadas. Quais outras
ações solidárias sua igreja pode fazer ainda neste ano?

Domingo Ano Bíblico: Jo 12, 13

Fé morta

1. “Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé
salvá-lo? (Tg 2:14). Como entender esse verso no contexto da salvação unicamente pela fé ? Tg 2:15-17; Rm 3:27, 28;
Ef 2:8, 9
Fé sem obras. Tiago dá uma vívida ilustração desse tipo de fé falsa (Tg 2:15, 16). Como já vimos, a obediência no livro de Tiago érelacional. Então, como nos relacionamos com uma pessoa na igreja que está em necessidade? Palavras não são suficientes. Não
podemos simplesmente dizer: “Vá em paz. Deus proverá”, quando Deus nos deu meios para ajudar essa pessoa.
As necessidades podem ser infinitas, e não podemos atender a todas. Mas há um princípio chamado “o poder de um”. Somos as mãos e
os pés de Jesus, e podemos ajudar os outros, uma pessoa de cada vez. Na verdade, era assim que Jesus costumava trabalhar. Em Marcos
5:22-34, um homem cuja filha estava morrendo apelou a Ele em busca de ajuda. No caminho, uma mulher se aproximou por trás e tocou
as vestes de Jesus. Após a cura, Jesus poderia ter prosseguido e a mulher teria partido com alegria. Mas Jesus sabia que ela precisava de
mais do que cura física. Então, Ele parou e tomou tempo para que ela aprendesse a ser uma testemunha dEle, para compartilhar e
também receber. Então Ele disse as mesmas palavras que encontramos em Tiago 2:16: “Vá em paz” (Mc 5:34, NVI). Mas, ao contrário
das palavras de Tiago, neste caso elas realmente significavam alguma coisa!
Quando reconhecemos uma necessidade, mas não fazemos nada a respeito dela, perdemos a oportunidade de exercer fé. Dessa forma,
nossa fé se enfraquece e fica mais apática. Isso ocorre porque a fé sem obras morre. Tiago a descreve de modo ainda mais forte: a fé já
está morta. Se ela estivesse viva, as obras existiriam. Se não existem, qual é o proveito? No fim do verso 14, Tiago faz uma pergunta
sobre esse tipo de fé sem obras e sem utilidade. Ele comunica uma ideia muito mais forte em grego do que na maioria das traduções:
“Essa fé não pode salvá-lo, pode?” Certamente, a resposta que Tiago espera que demos é “Não”.
Como podemos aprender a melhor expressar nossa fé mediante nossas obras e ao mesmo tempo nos proteger do engano de que elas nos
salvam?
O próximo sábado, dia 8 de novembro, será o dia dedicado ao Espírito de Profecia. Utilize o sermão especial para esse dia. Entre em
contato com seu pastor. Faça um programa especial à tarde sobre esse tema.

Segunda Ano Bíblico: Jo 14, 15

Fé salvadora

2. Leia Tiago 2:18. Qual é a principal questão que Tiago está apresentando? Como podemos mostrar nossa fé por meio
das obras?
Tiago usou uma técnica retórica comum, pela qual um potencial opositor se apresenta. Nesse caso, o opositor tenta criar separação entre
a fé e as obras, sugerindo que, desde que uma pessoa tenha uma das duas, estará bem. Mas o ponto que Tiago está tentando mostrar é
que os cristãos não podem esperar ser salvos pela fé sem a consequência das obras correspondentes à salvação: “Mostra-me
essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé” (v. 18).
O ponto principal é que não é qualquer fé que salva. A fé genuína, a fé salvadora, é caracterizada por boas obras. Da mesma forma, as
obras são boas unicamente se brotam da fé. Obras e fé são inseparáveis. Como dois lados de uma moeda, uma não pode existir sem a
outra. Também como uma moeda, um lado é a frente e o outro o verso. A fé vem primeiro e, em seguida, leva às obras correspondentes.
3. Considere a atitude de Paulo para com as obras em Efésios 2:10, 1 Tessalonicenses 1:3, 1 Timóteo 5:25 e Tito 2:14.
Por que as boas obras são tão importantes?
Paulo não era contra as boas obras. Ele era contra as obras como meio de salvação (Gl 2:16). Na verdade, Paulo disse que os que
confiam nas obras da lei para ser salvos estão debaixo de uma maldição, porque ninguém que tenta ser salvo por guardar a lei consegue
realmente guardá-la (Gl 3:10). A obediência só é possível pelo dom do Espírito Santo.
“Se o homem não pode, por qualquer de suas boas obras, merecer a salvação, então ela tem de ser inteiramente pela graça, recebida
pelo pecador, porque ele aceita a Jesus e crê nEle. A salvação é inteiramente um dom gratuito. A justificação pela fé está fora de
controvérsia. E toda essa discussão estará terminada logo que seja estabelecida a questão de que os méritos do homem caído, em suas
boas obras, jamais poderão obter a vida eterna para ele” (Ellen G. White, Fé e Obras, p. 20).
Embora não possamos chegar ao Céu por meio de nossas obras, nosso amor a Deus nos motiva a fazer, por Sua graça, todas as boas
obras que estão ao nosso alcance?

Terça Ano Bíblico: Jo 16–18

A “fé” dos demônios

Se as obras não estão presentes, há apenas uma outra maneira de “provar” a autenticidade da nossa fé: pela ortodoxia. Se acredito nas
coisas certas, então devo ter fé, certo?
4. Leia 2 Coríntios 4:2; 1 Timóteo 2:4; Tiago 5:19, 20; 1 Pedro 1:22 e 1 João 3:18, 19. O que essas passagens dizemsobre a importância do conhecimento da verdade?
Não há dúvida de que um conhecimento intelectual da verdade tem seu lugar, um lugar muito importante. No entanto, esse
conhecimento, por si só, não é suficiente para provar que uma pessoa tem fé salvadora.
5. Que advertência encontramos em Tiago 2:19 sobre um falso conceito do que é a verdadeira fé?
A declaração mais fundamental de fé no Antigo Testamento é Deuteronômio 6:4:
“Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor.” Conhecido como Shemá (porque essa é a palavra hebraica com a qual ela
começa), essa declaração resume bem a crença em um único Deus. Qualquer outro ensinamento bíblico flui dessa verdade básica.
Mas até mesmo os demônios creem nessa verdade. Sem dúvida, eles sabem disso! No entanto, que proveito isso tem para eles? Eles
tremem na presença de Deus, como fizeram quando confrontados por Jesus e receberam a ordem de sair de suas vítimas (Mc 3:11; 5:7).
Uma fé intelectual que não tem efeito sobre nossa maneira de agir é inútil; na verdade, é a mesma fé que têm os demônios, que estão
ativamente atuando para nos enganar com falsas doutrinas e mentiras. Como aconteceu com Israel no tempo de Jesus, os demônios
incentivarão as pessoas a acreditar em seus enganos apoiados no desejo de suas vítimas de manter o comportamento impuro e injusto:
“Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a
ensinos de demônios” (1Tm 4:1).
A fé deve ser manifestada em nossa vida, ou então não é uma fé salvadora; em vez disso, é “a fé dos demônios”, e essa fé não nos
salvará.

Quarta Ano Bíblico: Jo 19–21

A fé de Abraão

6. Leia Tiago 2:21-24 e compare com Romanos 4:1-5, 22-24. Como a fé de Abraão é descrita nesses textos e em que se
baseia a justificação?
Curiosamente, Tiago e Paulo citam Gênesis 15:6, mas parecem chegar a conclusões opostas. De acordo com Tiago, Abraão foi justificado
pelas obras, mas Paulo, em Romanos 4:2, parece negar explicitamente essa possibilidade (compare com Tg 2:24).
Porém, o contexto imediato de Romanos 4 tem que ver com a seguinte questão: A circuncisão é necessária para a justificação? Isto é, se
os gentios tinham que se tornar judeus a fim de ser salvos (Rm 3:28-30). Paulo mostra que a fé de Abraão, não a sua “obra” de ser
circuncidado, foi a base da justificação, porque Abraão creu mesmo antes de ter sido circuncidado. Abraão foi circuncidado depois,
como um sinal externo de sua fé interior (Rm 4:9-11). Mas as obras sozinhas, até mesmo a circuncisão, não são suficientes para a
justificação, porque somente aqueles “que também andam nas pisadas daquela fé de Abraão, nosso pai” (Rm 4:12, ARC), serão
justificados.
É essa ênfase realmente tão diferente da de Tiago? Em seguida, Paulo usa a mesma “prova” de fé de Abraão que Tiago usou (Rm 4:17-
21). Abraão creu que Deus poderia ressuscitar Isaque porque Ele “vivifica os mortos e chama à existência as coisas que não existem” (Rm
4:17; compare com Hb 11:17-19). Paulo também define a fé salvadora como estar “plenamente convicto de que Ele era poderoso para
cumprir o que prometera” (Rm 4:21). Em suma, a fé que acredita no cumprimento das promessas de Deus e confia obedientemente em
Sua Palavra é uma fé salvadora. Essas obras não são “obras da lei”, mas “obras da fé”. Ou, como Tiago diz: “Vês como a fé operava
juntamente com as suas obras; com efeito, foi pelas obras que a fé se consumou” (Tg 2:22).
Muitos enfatizam a importância da fé e obras, mas mesmo isso separa os dois, pelo menos até certo ponto. A verdadeira fé é “a fé que
atua pelo amor” (Gl 5:6). Boas obras não são apenas o sinal externo da fé, mas a atuação da fé. A confiança de Abraão no Deus que
criou toda a vida o motivou a obedecer ao oferecer seu único filho, Isaque. De acordo com Tiago, é pela obediência que a fé se
aperfeiçoa.
Em sua experiência, as obras (ou a falta delas) afetam sua fé? Por outro lado, como sua fé influencia suas obras?

Quinta Ano Bíblico: At 1–3

A fé de Raabe

7. “De igual modo, não foi também justificada por obras a meretriz Raabe, quando acolheu os emissários e os fez partir
por outro caminho?” (Tg 2:25). Leia Josué 2:1-21. Como podemos entender esse exemplo, novamente no contexto da
salvação somente pela fé?De acordo com Hebreus 11:31, os habitantes de Jericó não acreditaram. A maioria das traduções modernas os descrevem como
“desobedientes”. Os habitantes de Jericó sabiam sobre as notáveis vitórias de Israel sobre os midianitas e os amorreus. Por isso, estavam
bem cientes do poder do Deus de Israel. O julgamento divino sobre Israel em Baal-Peor ensinou ao povo de Jericó a respeito de Sua
santidade, bem como de Sua aversão à idolatria e imoralidade: “Todos estes fatos eram conhecidos dos habitantes de Jericó, e muitos
havia que participavam da convicção de Raabe, embora se recusassem a obedecer à mesma” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p.
492).
Raabe não foi salva por causa de sua mentira, mas apesar dela. Ela creu no Deus verdadeiro, e agiu com base nessa fé, protegendo os
espias que Josué tinha enviado. Havia também condições: ela obedeceu à instrução dos espias quanto a pendurar o cordão vermelho em
sua janela, que lembrava o sangue aspergido nas portas das casas dos israelitas no momento de sua libertação do Egito, quando foi
instituída a Páscoa (Êx 12:21-24). Embora longe da perfeição, a vida de Raabe é um modelo da fé que mostra a realidade do perdão e
graça de Deus para todos que estão dispostos a avançar pela fé e confiar em Deus quanto aos resultados.
8. Leia Tiago 2:26. Como esse texto resume a relação entre fé e obras?
Assim como o corpo é apenas um cadáver sem o sopro de vida, também a fé sem obras é morta. Além disso, sem fé real, qualquer
“obediência” que tentássemos oferecer equivaleria apenas a “obras mortas” (Hb 6:1; 9:14), que não têm sentido aos olhos de Deus.
Uma prostituta salva pela fé? Se esse fosse o único exemplo de salvação pela fé que tivéssemos, que falsas conclusões poderíamos tirar
dele? Que esperança você descobre nessa história?

Sexta Ano Bíblico: At 4–6

Estudo adicional

“Quando o eu é colocado totalmente de lado, você pode obter uma experiência nova e rica, você percebe as próprias imperfeições ao se
prostrar ao pé da cruz e, ao ver as perfeições de Cristo, o eu se tornará insignificante.
“Ao olhar atento, Cristo aparecerá como a perfeição da graça cativante. Seu modelo estará na mente e no coração, e será revelado no
caráter. A impressão da mente divina deve ser feita sobre o coração, e manifestada na vida. Venha para Jesus em sua necessidade, ore
com fé viva, apegue-se à mão do poder divino, creia, somente creia, e você verá a salvação divina. Se você deseja ser ensinado, Deus lhe
ensinará; se você deseja ser guiado, Ele vai levá-lo a fontes de águas vivas” (Ellen G. White, Testimonies to Southern Africa [Testemunhos
Para o Sul do África, p. 26).
Perguntas para reflexão
1. Qual é a mensagem de Tiago 2 aos que confiam na justiça de Cristo para a salvação?
2. Alguns argumentam que Tiago fala sobre fé e obras sem referência a Paulo, e que devemos interpretar Tiago em seus próprios termos.
O que há de errado com esse pensamento? Por que é importante ter em mente o que outros textos dizem sobre fé e obras? Na verdade,
no calor da Reforma Protestante, os apologistas católicos sempre corriam para o livro de Tiago para defender a Igreja Romana contra os
protestantes. Por que isso nos mostra o quanto é importante fundamentar nossas doutrinas em todos os textos que temos à nossa
disposição?
3. Costuma-se dizer que a fé e as obras devem ser mantidas em “equilíbrio”. À luz desta lição, você concorda com essa afirmação?
Comente com a classe.
4. Por que não encontramos nenhuma menção no Novo Testamento ao fracasso da fé de Abraão em conexão com Ismael ou a respeito
da mentira de Raabe? O que esse fato nos ensina sobre o significado de ser coberto pela justiça de Cristo?
Respostas sugestivas: 1. Somos salvos pela graça, mediante a fé, para realizar a obra de Deus. Se não pratico as obras da fé, não
tenho a verdadeira fé que produz obras. A falsa fé não pode produzir a genuína salvação. 2. Fé e obras são inseparáveis na vida cristã. As
palavras podem alegar fé, mas somente as obras podem comprová-la. Fé sem obras é apenas paixão, e obra sem fé é presunção. 3.
Ensinou que: a salvação nos recria para boas obras; a verdadeira fé atua por amor; Jesus Se deu por nós, para nos remir da iniquidade,
nos purificar e nos tornar zelosos em boas obras. 4. Deus quer que conheçamos a verdade; devemos demonstrar e anunciar a verdade
pura; nossa missão é salvar pessoas que se afastaram da verdade; O Espírito nos purifica por meio da obediência à verdade; os que
seguem a verdade, amam de verdade. 5. Se nossa fé não muda nossa maneira de viver e não influencia nossas ações, é comparada à fé
dos demônios, que sabem que Deus é único, mas não Lhe obedecem. 6. Abraão creu em Deus e sua fé foi atribuída como justiça. Paulo
quis mostrar que a salvação não dependia da circuncisão nem da lei, mas somente da graça. Quando Abraão cumpriu sua parte na
aliança, já estava justificado, mas não deixou de agir para confirmar sua fé. Paulo não quis dizer que somos salvos para desobedecer a
lei. Tiago quis enfatizar que a fé de Abraão o levou à ação. Há dois tipos de obras na vida: obras de fé ou obras de rebelião. 7. Raabe
primeiro teve fé no Deus de Israel. Sua fé a levou a se aliar ao povo de Deus e a protegê-los. Ela acreditou em Deus e temeu a Deus. Agiu
com base em sua fé. Obras não salvam, mas devem existir e estar de acordo com a fé. 8. Fé é uma força que atua na vida. A atuação da
fé é representada pelas obras. Não existe fé que não se manifeste com alguma prática. Deus salva mediante a fé, mas a fé faz a vontade
do Salvador.

sábado, 1 de novembro de 2014

Papa alerta sobre perigo do apego à lei e não ao amor


SEXTA-FEIRA, 31 DE OUTUBRO DE 2014, 9H05 MODIFICADO: SEXTA-FEIRA, 31 DE OUTUBRO DE 2014, 9H11



Na Missa desta sexta-feira, 31, o Papa Francisco se concentrou na diferenciação entre os cristãos tão apegados à lei a ponto de negligenciar a justiça e os cristãos ligados ao amor que dão pleno cumprimento à lei.
No Evangelho do dia, Jesus pergunta aos fariseus se é lícito ou não curar de sábado, mas eles não respondem. Ele, então, curou um doente. Francisco explicou que os fariseus, diante da verdade, ficavam em silêncio, mas depois falavam pelas costas e procuravam fazer Jesus cair.
O Papa explicou que Jesus repreendia estas pessoas que eram tão apegadas à lei que tinham esquecido a justiça e negavam até ajuda aos pais idosos com a desculpa de ter dado tudo ao Templo. Mas o que é mais importante, perguntou o Papa: o quarto Mandamento ou o Templo?
“Este caminho de viver apegado à lei os afastava do amor e da justiça. Protegiam a lei, negligenciavam a justiça. Protegiam a lei, negligenciavam o amor. Eram modelos, eram os modelos. E para estas pessoas Jesus encontra somente uma palavra: hipócritas (…) Homens de fechamento, homens apegados à lei, ao pé da letra da lei, não à lei, porque a lei é amor”.
Citando a Carta de São Paulo aos Filipenses, Francisco explicou que o caminho para ser fiel à lei, sem negligenciar a justiça e o amor, é o caminho inverso: do amor à integridade, do amor ao discernimento, do amor à lei.
“Este é o caminho que Jesus nos ensina, totalmente oposto àquele dos doutores da lei. E este caminho do amor à justiça leva a Deus. Em vez disso, o outro caminho, de ser apegado somente à lei, ao pé da letra da lei, leva ao fechamento, leva ao egoísmo. O caminho que vai do amor ao conhecimento e ao discernimento, ao pleno cumprimento, leva à santidade, à salvação, ao encontro com Jesus. Em vez disso, o outro caminho leva ao egoísmo, à soberba de sentir-se justo, àquela santidade entre vírgulas, das aparências”.
Com pequenos gestos, Jesus faz entender esse caminho do amor ao pleno conhecimento e discernimento, disse o Papa. Jesus se aproxima e essa proximidade é justamente a prova de que o homem está no caminho certo.
“A carne de Jesus é a ponte que nos aproxima de Deus… não é o pé da letra da lei, não! Na carne de Cristo a lei tem o pleno cumprimento e é uma carne que sabe sofrer, que deu a sua vida por nós. Que esses exemplos, este exemplo de proximidade de Jesus, do amor à plenitude da lei, nos ajudem a nunca deslizar na hipocrisia: nunca. É tão ruim um cristão hipócrita. Tão ruim. Que o Senhor nos salve disso!”.